DESCUBRA 6 CUIDADOS COM A SEGURANÇA EM RADIOLOGIA ODONTOLÓGICA
O exame radiográfico é uma das ferramentas auxiliares para diagnóstico mais importantes para os dentistas. Contudo, ainda que sua importância seja inegável, a técnica expõe os profissionais há riscos que podem — e devem! — ser minimizados. Por isso, é muito importante falarmos na segurança em radiologia odontológica.
Para se proteger contra os potenciais efeitos nocivos da radiação, é preciso conhecer bem o assunto. Pensando nisso, preparamos este post para esclarecer os perigos da exposição aos raios-X e apresentar alguns mecanismos de radioproteção.
Quer saber como garantir a segurança de dentistas e profissionais que lidam rotineiramente com a radiologia odontológica? Continue conosco!
A utilização da radiação na odontologia
A história da radiologia começou no final do século XIX com a descoberta acidental dos raios-X. As primeiras imagens levavam minutos para serem obtidas, o que expunha os pacientes a uma enorme quantidade de radiação. De lá para cá, a tecnologia evoluiu muito e diversas outras técnicas de imageamento — mais seguras e com melhor definição — foram desenvolvidas.
Na odontologia, os exames de imagem mais solicitados são as radiografias e, em casos que necessitem maior detalhamento, a tomografia computadorizada. Essas duas técnicas usam os raios-X para produzir os resultados desejados.
De maneira geral, o cirurgião-dentista realiza apenas radiografias intrabucais no próprio consultório. Para isso, ele precisa contar com um equipamento periapical, que pode ser móvel ou fixado a uma parede. Esse aparelho permite captar imagens periapicais, interproximais e oclusais.
As radiografias extrabucais são normalmente exclusivas das clínicas radiológicas especializadas. Os equipamentos usados para essa finalidade são de grande porte e apresentam um alto custo, sendo úteis para radiografias panorâmicas, de perfil, antero-posterior e póstero-anterior.
Os tomógrafos também são encontrados exclusivamente nas clínicas especializadas. Por meio de exames com esses aparelhos, é possível distinguir as estruturas delicadas do dente (esmalte, dentina, cavidade pulpar e cortical alveolar). As imagens obtidas podem ser planas ou tridimensionais, auxiliando em áreas da odontologia como a cirurgia, a implantodontia e a ortodontia.
Os danos relacionados ao uso dos raios-X
Os acidentes com raios-X são raros, mas, caso aconteçam, é importante saber qual área do corpo foi irradiada. Dessa forma, é possível determinar os tecidos e órgãos que foram atingidos para que seja feito o melhor acompanhamento.
Nem todas as partes do nosso corpo são igualmente sensíveis aos efeitos da radiação, veja:
- Alta sensibilidade: medula óssea, tecido linfoide, órgãos genitais, trato gastro-intestinal e baço;
- Média sensibilidade: pele e pulmões;
- Baixa sensibilidade: tecido nervoso, músculos e ossos.
As consequências biológicas da irradiação com raios-X são bastante variáveis e dependem da dose recebida, da frequência da exposição e da região atingida. Mas os equipamentos de raios-X diagnósticos não tem a capacidade de gerar danos ao paciente.
No início do uso dos raios-X, os riscos a profissionais e pacientes eram maiores, uma vez que as técnicas não eram conhecidos e não havia, ainda, leis e mecanismos de controle. Atualmente, muito já se sabe sobre os efeitos nocivos desse tipo de radiação, de modo que todas as medidas de proteção são utilizadas desde a fabricação até a utilização destes equipamentos, não contemplando riscos para o paciente.
Cuidados para a segurança em radiologia odontológica
No início da radiologia, era preciso expor o paciente à radiação durante diversos minutos para conseguir uma boa imagem. Com o avanço da técnica, o tempo de exposição diminuiu drasticamente. Atualmente, o uso de aparelhos digitais e a possibilidade de manipular as imagens diminuiu o índice de repetições e a dose necessária para obter uma boa visualização.
Apesar disso, 6 medidas devem ser tomadas para evitar que danos desnecessários aconteçam. Acompanhe!
1. Prepare o ambiente
As instalações onde são feitas as radiografias devem ser planejadas para que a magnitude das doses individuais, o número de pessoas expostas e a probabilidade de exposição acidental sejam as mais baixas possíveis. O uso de portas de chumbo e biombos para isolar a área de exame, por exemplo, é uma forma eficaz de evitar o espalhamento da radiação.
Essas e outras estruturas de radioproteção podem ser encontradas na RadCare.
2. Fique afastado do feixe útil de raios-X
Na hora de executar o exame, é importante que o profissional se mantenha a uma distância de ao menos 2 metros em relação ao paciente. Além disso, é importante que ele utilize os equipamentos de proteção adequados para restringir a penetração da radiação.
3. Cuide da manutenção dos equipamentos
Todos os equipamentos radiológicos precisam passar periodicamente por testes de radiação de fuga. O objetivo dessas avaliações é detectar se a radiação detectada a 1 metro do ponto focal está dentro dos limites estabelecidos pela legislação e não oferece riscos aos operadores. Além disso, outras verificações devem ser feitas para garantir a confiabilidade dos resultados.
Caso haja alguma não-conformidade, o equipamento deve ser reparado. Com isso, os riscos tanto para os profissionais quanto para os pacientes são minimizados.
4. Nunca segure o filme na boca do paciente
Após colocar corretamente o posicionador com o filme radiográfico na boca do paciente, o profissional deve se afastar para que a imagem seja captada. Caso haja uma incapacidade do paciente em segurar o filme, o acompanhante (devidamente paramentado com avental de chumbo) deve auxiliá-lo.
5. Nunca fique atrás do cabeçote
O cabeçote é a região do aparelho em que são gerados os raios-X. Na hora do exame, o profissional não deve segurar ou estabilizar essa parte, nem mesmo ficar próximo a ela, para que não receba nenhuma dose de radiação de escape. O cabeçote, no entanto, não fica contaminado, uma vez que ele deixa de emitir energia quando não está em funcionamento.
6. Utilize um dosímetro
Esse dispositivo é essencial para registrar a radiação que o profissional recebeu em seu período de trabalho. Com isso, é possível assegurar que a dose máxima não foi excedida. Caso o limite seja ultrapassado, devem ser encontradas alternativas para que o problema não volte a se repetir.
Tomando os cuidados mostrados aqui, a segurança em radiologia odontológica está garantida. As soluções apresentadas atendem aos princípios básicos para a radioproteção, contribuindo para que os pacientes, os profissionais e o meio ambiente não sofram com os efeitos nocivos da radiação.
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