Gestão Hospitalar

PROGRAMA NACIONAL DE SEGURANÇA DO PACIENTE: ENTENDA COMO FUNCIONA!

Muitas pessoas — principalmente as que não estão ligadas à área da saúde — não sabem, mas existe um protocolo de segurança que deve ser seguido por instituições de saúde. O documento se chama Programa Nacional de Segurança do Paciente (PNSP) e engloba todas as diretrizes necessárias para identificar focos de problemas e evitá-los.

O programa foi criado como forma de garantir o bom tratamento dos pacientes nos espaços de saúde. Além disso, ele estabelece todos os aspectos clínicos que devem ser seguidos, e que vão muito além de fatores gerenciais e de boas práticas.

Não estar atento ao Programa Nacional de Segurança do Paciente pode ser extremamente danoso para a imagem de um profissional da área e muito arriscado para os pacientes que procuram os seus serviços — e é preciso lembrar que o bem-estar deles é o objetivo principal.

Pensando nisso, neste texto, vamos explicar o que é o PNSP e quais são as suas diretrizes. Continue a leitura e veja como se adequar a elas e garantir a satisfação de seus pacientes pelo bom atendimento!

O que é o Programa Nacional de Segurança do Paciente e por que ele foi criado?

O PNSP foi criado com o objetivo de diminuir quaisquer aspectos que colocam os pacientes em risco. Com iniciativa do Ministério da Saúde e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), o programa determina que as ações e pesquisas sejam realizadas por instituições públicas e privadas — além das instituições de ensino.

Ao todo, são seis metas de proteção ao paciente e aos profissionais, que seguem as determinações da Organização Mundial da Saúde (OMS). É importante lembrar que essas regras têm o intuito de proteger também os profissionais que trabalham nessas instituições de saúde em todo o Brasil.

Assim, o PNSP surgiu por conta de uma preocupação mundial com os riscos existentes em clínicas e hospitais, com o intuito de diminuir a incidência de problemas nesses espaços.

O que é o Núcleo de Segurança do Paciente?

Com as iniciativas e campanhas a respeito da segurança do paciente — tanto pela OMS como pela Portaria nº 529/2013, que instituiu o PNSP —, em 2013, o Governo começou a contribuir para a capacitação dos profissionais em prol do cuidado com a saúde dos pacientes que passam por instituições de saúde no país.

Nesse sentido, a Resolução nº 36/2013 da ANVISA determinou que fossem criados os Núcleos de Segurança do Paciente (NSP), grupos responsáveis por fazer a gestão de riscos dos locais. Outro objetivo do NSP foi elaborar o Plano de Segurança do Paciente (PSP), que busca identificar falhas e eliminar qualquer aspecto que possa causar risco aos pacientes e aos profissionais que trabalham em estabelecimentos de saúde.

Os Núcleos ainda devem contar com uma equipe multidisciplinar, que se dedique a implementar uma cultura de segurança e que realize ações relacionadas à mudança e ao aprimoramento dos processos dentro dos hospitais e das clínicas.

A ideia é fazer com que haja uma melhoria contínua no cuidado com as pessoas e no uso da tecnologia, para impedir que haja riscos e danos aos pacientes. Por isso, é importante lembrar que as diretrizes devem ser seguidas por toda a equipe: médicos, enfermeiros, funcionários, auxiliares e familiares do paciente.

Para isso, os gestores podem implementar políticas de capacitação e treinamento com metas ou premiações. Tudo para alcançar o alinhamento das práticas e conseguir visualizar os avanços obtidos.

O que diz o PNSP?

Existem diversas práticas determinadas pelo PNSP. Veja, a seguir, as principais delas.

Identificação do paciente

Por mais cuidadoso que seja o estabelecimento de saúde, é comum ocorrer erros médicos, como a falha na identificação do paciente para a administração dos medicamentos corretos. Da mesma forma, podem acontecer cirurgias erradas e desvios nos tratamentos — imagine, por exemplo, uma criança recebendo uma dose desnecessária de radiação, ou um procedimento cirúrgico ocorrendo no braço errado de um paciente.

O problema é a falta de atenção da equipe, muitas vezes causada por estresse ou pressa devido ao acúmulo de trabalho, ou ainda por conta de processos não planejados ou por falhas vindas da farmácia da instituição.

Assim, o programa determina que tais processos sejam aperfeiçoados e que a checagem seja constante, para evitar que o paciente receba o tratamento errado ou que seja submetido a uma cirurgia desnecessária. Contar com um prontuário eletrônico, por exemplo, pode ser uma alternativa para evitar tais falhas.

Treinamento das equipes

O PNSP também determina que as equipes sejam constantemente capacitadas, desde os médicos aos funcionários auxiliares. Isso contribui para a atualização do conhecimento e para que a atenção esteja sempre focada nas ações de segurança.

Dessa forma, é possível garantir que todos promovam e sejam agentes de práticas seguras, além de oferecerem um atendimento de qualidade em todas as etapas do tratamento e da consulta dos pacientes.

É importante enfatizar que, com isso, os próprios profissionais ficam mais seguros e trabalham mais dispostos, pois podem ter a certeza de que cumpriram com o seu papel da melhor forma.

Segurança nas cirurgias

O programa sinaliza que todas as cirurgias têm riscos e, por isso, que os profissionais devem agir dentro das rígidas técnicas de segurança.

Isso serve para evitar erros em relação ao paciente, garantir que o procedimento realizado seja o correto e no local indicado pelo médico, além de certificar que a higienização dos envolvidos seja feita de forma eficiente e que a anestesia aconteça de forma adequada, com os riscos minimizados.

Dessa forma, além de aumentar a segurança do paciente e dos profissionais, ainda é possível evitar problemas judiciais.

Prevenção de acidentes, quedas e problemas

Existe uma determinação de que as instituições devem ter políticas preventivas dentro das suas práticas de trabalho. A ideia é evitar medidas para remediar problemas e também reduzir a busca por culpados — em vez de pensar no que causou tais empecilhos.

Por conta disso, profissionais devem se unir e pensar em práticas que reduzam a incidência de problemas nas clínicas e hospitais, nunca omitindo informações para evitar serem penalizados.

Como vimos, ao administrar uma clínica, um laboratório ou um hospital, é essencial ficar atento e verificar se as práticas internas estão de acordo com o que determinam os órgãos competentes. Da mesma forma, todos os profissionais da área devem trabalhar juntos para que tais ações sejam desenvolvidas em todas as instituições de saúde.

Agora que você sabe da importância de se cumprir o Programa Nacional de Segurança do Paciente, aproveite para acompanhar o nosso artigo sobre as mudanças mais recentes no Código de Ética Médica e esteja alinhado às exigências!

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