POR QUE É IMPORTANTE UMA GESTÃO AMBIENTAL NAS INSTITUIÇÕES DE SAÚDE? ENTENDA!
A gestão ambiental tem como fundamento a sustentabilidade, valendo-se de ações que envolvem economia nas atividades do dia a dia ao dispor de recursos naturais de modo mais consciente. Essa prática, no cenário corporativo, permite a redução de custos tanto diretos quanto indiretos.
Com relação à área hospitalar, o sistema de gestão ambiental funciona da mesma maneira, uma vez que a promoção desse tipo de gestão dentro dos hospitais apresenta considerável diminuição de desperdício de matérias-primas, recursos hídricos e energéticos e, indiretamente, incentiva a responsabilidade ambiental nos colaboradores.
Para entender mais sobre a importância da gestão ambiental nas instituições de saúde, continue a leitura deste artigo que traz informações relevantes sobre o assunto. Confira!
O que é a gestão ambiental?
A gestão ambiental nas empresas é um processo administrativo com foco na sustentabilidade. Em outras palavras, ela concentra-se nos aspectos econômico, social e ambiental. Essa estratégia tem como objetivo aliar a busca pelo lucro à utilização consciente dos recursos naturais, a partir da adoção de práticas e políticas de responsabilidade social.
Assim sendo, é possível resolver os problemas de caráter ambiental, minimizando quaisquer impactos negativos gerados pela empresa, além de assegurar o bem-estar dos funcionários e pacientes.
Qual é a importância da gestão ambiental?
Uma vez que a maioria das empresas encontra-se submetida às regulamentações ambientais vigentes no Brasil, torna-se imprescindível a adoção desse tipo de gestão para que a organização, principalmente na área da saúde, não corra o risco de sofrer penalidades.
Outro ponto de destaque da gestão ambiental é a melhoria da imagem do empreendimento no cenário mercadológico, pois com a crescente conscientização da sociedade, os clientes têm dado preferência às empresas que assumam responsabilidades socioambientais e as comprovem na prática!
A partir da solidificação de uma relação ética com colaboradores e fornecedores, garante-se o bem-estar tanto nos hospitais quanto nas clínicas, e, consequentemente, a produção é otimizada. O gerenciamento dos recursos naturais evita desperdícios e gera economia. Com isso, há um aumento da competitividade dos produtos e serviços oferecidos pelo empreendimento.
Além disso, a gestão ambiental no ambiente hospitalar contribui para o aproveitamento de resíduos e rejeitos gerados nos locais. Ou seja, o que seria previamente descartado pode ser vendido como insumo a outras empresas ou, ainda, ser reutilizado no próprio processo produtivo, agregando valor aos produtos da organização.
Com base nesses motivos, é muito importante que as empresas adotem uma gestão comprometida com o meio ambiente, construindo não apenas uma imagem positiva para o mercado, mas também ajudando a sociedade.
Como o PGRSS pode auxiliar as instituições de saúde?
No âmbito hospitalar, é utilizado o Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde (PGRSS). Ele consiste em um conjunto de procedimentos que concentra geração, segregação, acondicionamento, coleta, armazenamento, transporte, tratamento e destinação final dos resíduos gerados.
Afinal, um correto gerenciamento de resíduos de saúde não implica somente em gerar um destino adequado para o lixo, mas também implementar um sistema eficaz, como o PGRSS. É de responsabilidade dos locais que geram os resíduos a elaboração desse documento técnico.
No PGRSS, são contempladas as ações para o correto manejo dos resíduos provenientes de todos os serviços relacionados ao atendimento à saúde humana e animal — o PGRSS é regulamentado pelas resoluções CONAMA nº 283/01, CONAMA nº 358/05 e ANVISA RDC nº 306/04.
Baseado nos princípios da minimização, o processo ainda tem como propósitos o tratamento e a disposição final dos dejetos que necessitam de processos de manejo diferenciado de acordo com as características específicas que apresentam.
A produção desse plano também enfatiza a proteção dos funcionários, assim como a preservação dos recursos naturais, do meio ambiente e da saúde pública.
Quem elabora o PGRSS?
Os estabelecimentos que prestam serviços relacionados à saúde humana e animal são considerados geradores de resíduos de saúde. Assim sendo, de acordo com a Política Nacional de Resíduos Sólidos, todos eles devem fazer um PGRSS.
Nesse processo, também estão inclusos estúdios de tatuagens, clínicas odontológicas, veterinárias e de acupuntura, necrotérios e funerárias, farmácias e drogarias. Se não houver a elaboração do PGRSS, o local estará sujeito a multas e autuações, uma vez que o plano integra o licenciamento ambiental e pode ser exigido e fiscalizado pelos órgãos de saúde.
Quais são as normas para elaborar o PGRSS?
Além das resoluções citadas acima e dos requisitos estaduais e municipais, o PGRSS deve se basear nas normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). Acompanhe os principais passos para elaborar o documento!
Diagnóstico dos resíduos gerados
O primeiro item é conhecer os tipos e as quantidades de resíduos de saúde que a organização produz, sendo que eles são divididos em cinco grupos, conforme suas especificações físico-químicas.
Apenas depois da classificação dos resíduos de saúde, vai ser possível listar as próximas etapas do gerenciamento de resíduos. Ademais, o local tem que analisar quais os requisitos legais aplicáveis na segregação, no armazenamento ou no transporte interno.
Ações relativas ao manuseio
O empreendimento deve informar no PGRSS quais os aspectos referentes aos itens geração, segregação, acondicionamento, coleta, armazenamento, transporte, tratamento e disposição final. Também deve citar as ações de proteção à saúde pública e ao meio ambiente.
Descrever os processos de higienização
É necessário descrever ações referentes aos processos de prevenção. No PGRSS, devem ser consideradas as atitudes preventivas e corretivas a serem executadas em situações de gerenciamento incorreto ou acidentes.
Avaliação do PGRSS
O estabelecimento tem que monitorar o PGRSS, conforme a periodicidade estabelecida no licenciamento ambiental.
Implantação de programas de capacitação
Além disso, precisa descrever no documento quais serão os programas de capacitação para manejamento e gerenciamento dos resíduos. O processo deve abranger todos os setores envolvidos, que devem fornecer alguns dos seguintes dados:
- Noções gerais sobre o ciclo de vida dos materiais;
- Conhecimento da legislação ambiental, de limpeza pública e de vigilância sanitária;
- Definição, tipo e classificação dos resíduos e potencial de risco;
- Maneiras de reduzir a geração de resíduos e reutilização de materiais;
- Conhecimento das responsabilidades e tarefas;
- Reconhecimento dos símbolos de identificação das classes de resíduos;
- Orientações quanto ao uso de Equipamentos de Proteção Individual e Coletiva;
- Orientações sobre biossegurança;
- Orientações especiais e treinamento em proteção radiológica.
Logo, a elaboração do PGRSS deve ser integrada e continuada na empresa. A unidade de saúde deve entender que o documento não é apenas de regularização, mas também um passo a passo que descreve a maneira como se deve executar as tarefas ligadas ao manejo de resíduos.
Assim sendo, ao tentar elaborar sozinho o PGRSS, você pode encontrar empecilhos, como a falta de conhecimento técnico, uma vez que existem muitas informações técnicas, normas e legislações necessárias. Portanto, o indicado é contar com o auxílio de uma empresa que ajude você a estabelecer o PGRSS conforme suas necessidades!
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