Gestão Hospitalar

CONHEÇA OS PRINCIPAIS RISCOS FÍSICOS, QUÍMICOS E BIOLÓGICOS NA ÁREA DA SAÚDE

A área da saúde é, sem dúvidas, uma nobre escolha. Deixar de lado o domingo em família para acompanhar os mais necessitados certamente envolve amor e dedicação. Como se não bastassem os sacrifícios em termos sociais, o profissional da área ainda precisa se expor diariamente a riscos físicos, químicos e biológicos.

E o que dizer então de quem administra esses profissionais e seus espaços de trabalho? Conviver com a árdua tarefa de garantir a saúde e bem-estar do paciente, sem deixar de zelar pela integridade e segurança dos profissionais, exige pesquisa e dedicação.

Se você deseja entender melhor quais são os riscos aos quais a sua equipe está exposta e quais são as melhores maneiras de atenuá-los, continue lendo. Nosso artigo de hoje traz tudo o que você precisa saber sobre o assunto.

Principais riscos

Você sabe exatamente quais os riscos aos quais seus profissionais estão sujeitos? Nessa hora, é importante ir além do senso comum, que diz que a área da saúde é uma das mais perigosas. Para ajudar você, listamos abaixo alguns dos principais riscos.

Riscos biológicos

Os riscos biológicos são normalmente os primeiros dos quais nos lembramos quando pensamos em hospitais. Afinal, trata-se de uma ambiente onde há muitas pessoas enfermas, lixo orgânico, e isso favorece a proliferação de bactérias e vírus que causam doenças, como a tuberculose e a febre amarela. Isso sem contar a nova ameaça que está presente em nossa vida: o novo coronavírus.

Tais agentes podem se encontrar nas amostras biológicas, na manipulação de simples objetos que estão no ambiente e por meio do contato com pessoas contaminadas. A via cutânea, ainda que não existam lesões, pode ser considerada uma das principais formas de contaminação. Há ainda os casos nos quais boca, nariz e olhos se tornam portas de entrada para micro-organismos.

Riscos físicos

Como se não bastasse o risco de contaminação por agentes biológicos, o ambiente hospitalar também representa riscos físicos. Dentre as principais fontes, podemos citar o calor, o ruído e as radiações ionizantes. É claro que devemos nos preocupar em proteger nossas equipes dos agentes biológicos, mas não podemos negligenciar esses aspectos que podem se tornar tão perigosos quanto os primeiros.

O calor está presente em forma de altas temperaturas. Ele é amplamente empregado nos processos de limpeza, desinfecção e esterilização. Aparece ainda em encubadoras e berços aquecidos, aparelhos de diatermia, sistemas de cicatrização a laser, dentre outros equipamentos terapêuticos. Também vale citar o preparo de refeições e soluções específicas que seriam administradas aos doentes.

Além disso, o ruído de certas máquinas pode causar lesões auditivas a longo prazo. A radiação também precisa ser levada em conta, visto que o trabalho em ambientes nos quais ela está presente pressupõe situação de insalubridade. A exposição contínua a ela causa alterações celulares, que podem desencadear desde problemas no funcionamento de determinados órgãos até o desenvolvimento de câncer.

Os riscos físicos em um ambiente hospitalar podem estar ainda relacionados ao manuseio de material contaminado sem as devidas proteções, problemas estruturais ou mesmo mau uso por desconhecimento de certos equipamentos. É por isso que é importante que todos os seus colaboradores recebam o treinamento e as instruções adequadas para sua função.

Riscos químicos

Riscos químicos normalmente estão ligados a substâncias consideradas tóxicas, poeiras orgânicas, metais e solventes. No ambiente hospitalar, vários desses agentes estão presentes, deixando os profissionais sujeitos aos seus percalços. Alguns tipos de câncer estão diretamente ligados à exposição a determinados agentes químicos. O mesmo podemos dizer de irritações na pele e olhos, queimaduras e desenvolvimento de certas doenças crônicas ligadas ao trato respiratório, sistema nervoso, rins e fígado.

Há alguns tipos de gases que podem causar asfixia durante uma superexposição. Em outros casos, ácidos podem queimar a pele quando em contato direto com ela, ou causar irritações por inalação. Elementos presentes na anestesia podem interferir no sistema nervoso central de quem os manipula.

Riscos ergonômicos

Podemos citar o aspecto ergonômicos que também coloca em risco os profissionais da saúde. Ele envolve pessoas que se submetem a longas jornadas de trabalho, esforços de repetição, levantamento de peso, e posturas inadequadas. Tudo isso, somado ao estresse do dia a dia, pode levar a dores ou mesmo ao desenvolvimento de lesões na coluna ou nos membros e articulações.

Classificação por cores

Os riscos normalmente são sinalizados com determinadas cores. A classificação funciona assim:

  • Verde: riscos físicos, como ruído, calor, radiações, pressões etc;
  • Vermelho: ricos químicos, como vapores, poeiras, gases etc;
  • Marrom: riscos biológicos, como fungos, bactérias, protozoários etc;
  • Amarelo: riscos ergonômicos, como levantamento de peso, movimento de repetição, posturas inadequadas etc;
  • Azul: riscos de acidente, como incêndios, explosões, eletricidade, quedas etc.


Formas de atenuar os riscos

O fato de esses riscos existirem no ambiente de trabalho não significa que os seus colaboradores serão inevitavelmente prejudicados por eles. Existem formas de atenuá-los. É aí que entra o seu trabalho, no sentido de conhecer e implementar tais questões. Vamos conhecê-las?

Normas de biossegurança

O ambiente hospitalar, assim como outros locais onde existem riscos decorrentes da função dos trabalhadores, está sujeito a algumas normas que precisam ser seguidas pelas administrações. Dentre as principais, podemos citar a NR32, que diz respeito à segurança e saúde no trabalho em serviços de saúde. Ela estabelece critérios para a identificação e manuseio de produtos químicos, discriminando práticas para zelar pela segurança dos profissionais.

Além disso, essa mesma norma abrange a questão da obrigatoriedade no uso de EPIs, bem como das condutas corretas para a sua conservação e armazenamento. Embora a norma esteja relacionada a riscos do ambiente de trabalho de modo geral, sua ênfase principal está nas radiações ionizantes e nos riscos ergonômicos.

Podemos citar também a NR7, que versa sobre a obrigatoriedade de adotar o PCMSO (Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional), que nada mais é que um conjunto de medidas a serem tomadas em prol de evitar acidentes de trabalho e o desenvolvimento de doenças em decorrência da função.

Tal documento pode funcionar aliado a um PPRA (Programa de prevenção a riscos ambientais). Trata-se de uma forma de eliminar, reduzir ou controlar os riscos existentes no ambiente. É claro que nem sempre é possível torná-los inexistentes, mas é importante trabalhar para que sejam atenuados o máximo possível.

Substâncias químicas precisam ser corretamente armazenadas, e são necessários certos cuidados ao trabalhar em contato com elas. As normas de biossegurança pressupõem ainda o uso de alguns dispositivos e equipamentos que visam cumprir determinados protocolos presentes na gestão hospitalar. Segue uma breve listagem desses agentes:

  • Autoclave — local para esterilização de instrumentos;
  • Chuveiro de emergência — deve ter 30cm de diâmetro e ser acessível a todos. Serve como agente de descontaminação em caso de contato dos olhos com produtos químicos, por exemplo;
  • Forno de Pasteur — lugar para operar superfícies que não são aquecidas pelo calor úmido;
  • Caixas de aço — para armazenar materiais indicados.


Procedimentos a serem seguidos

Além de seguir as normas de segurança, existem alguns procedimentos que devem ser tomados como rotina. Citamos os principais a seguir.

Limpeza

Para evitar a contaminação, o ambiente hospitalar precisa ser mantido limpo. Contar com uma equipe responsável pela limpeza é fundamental para mantê-la em dia.

Manutenção

A manutenção preventiva dos equipamentos precisa ser realizada obrigatoriamente. Quando você utiliza as máquinas e ferramentas sem cessar até que elas apresentem defeito, está colocando muitos processos em risco.

Além de ter de pará-las de forma forçada quando elas não estiverem mais funcionando, você ainda está colocando a saúde dos profissionais que as operam em risco. Pequenas explosões ou vazamento de radiação ionizante são exemplos do que pode ocorrer.

Lideranças

Suas equipes precisam de lideranças responsáveis que realmente zelem pela sua saúde e segurança. E não estamos falando apenas em exigências sem suporte. É importante que se exija o uso de EPIs, mas seus colaboradores precisam recebê-los em bom estado e saber como utilizá-los. Entretanto, cabe a cada um cuidar da conservação dos seus equipamentos, e para isso os profissionais devem receber instruções adequadas.

Serviços terceirizados

Há gestores que optam por terceirizar as equipes de limpeza. Outros o fazem com a manutenção de equipamentos. É importante ter em mente que a terceirização é uma forma de otimizar a sua gestão e aumentar a sua produtividade enquanto administrador.

Outro item que não pode ser negligenciado é a proteção radiológica. Você já pensou em contratar uma empresa especializada para cuidar também desse aspecto? Essas terceirizações, entretanto, devem ser encaradas como investimento, jamais como custo, uma vez que visam preservar a saúde e a integridade de profissionais e pacientes.

Em síntese, podemos dizer que os riscos físicos, químicos e biológicos fazem parte da rotina de todo profissional de saúde. Entretanto, atenuá-los ou ao menos minimizar seus efeitos é uma tarefa diária que deve ser conduzida pelo gestor hospitalar a partir da implantação de medidas e da conscientização de todos. O uso de EPIs, a manutenção dos equipamentos e a proteção radiológica são belos exemplos práticos.

Por falar nisso, se você deseja entender melhor os processos de proteção radiológica, não deixe de se informar sobre como funciona a assessoria em proteção radiológica.

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